Atualmente o boi de bronze é simbolo de agressividade financeira, otimismo e prosperidade. A escultura é uma grande atração turistica e uma das imagens mais iconicas de Wall Street.
O Charging Bull ou Wall Street Bull, uma escultura em bronze de um touro feito pelo artista italiano naturalizado americano Arturo Di Modica, repousa em suas mais de 3 toneladas no Bowling Green Park próximo a Wall Street em New York. O Bowling Green Bull, como também é conhecido, tornou-se um símbolo da vigorosidade e robustez da economia americana ante as instabilidades do mercado internacional. O touro reprodutor, viril e musculoso, inspira confiança em um mercado livre, agressivo, otimista e próspero.
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A tinta Vermelha
Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.”
Em seu discurso na Liberty Plaza em Nova Iorque, Slavoj Zizek (Filósofo alemão) compara essa situação, a mesma que vivemos até hoje. Ele nos fala que temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. – são termos falsos que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Os manifestantes presentes estão dando a todos nós tinta vermelha. O movimento social mais comentado na atualidade é Occupy Wall Street, onde manifestantes descontentes com a política, a crise financeira e o poder econômico acamparam em Wall Street, símbolo do capitalismo norte-americano.
A Tunísia foi o país que iniciou o movimento de protesto em janeiro/2011, em seguida espalhou-se pelo Egito e Espanha, e agora tornou-se global. Os protestos alcançaram Wall Street (Rua que fica no Centro financeiro de Nova Iorque, onde está a tão famosa Bolsa de Valores) e várias cidades dos Estados Unidos, como Boston, Chicago, Seattle, Portland, Indianápolis, entre outras. A globalização e a mídia permitem que esses movimentos se alastrem tão rapidamente quanto as ideias, pois encontram terrenos férteis em toda parte do mundo. Há uma sensação de que o sistema faliu e uma certeza de que mesmo nas democracias, as eleições não são suficientes, sem que haja forte pressão das ruas.
Joseph Stiglitz, Nobel de economia, diz que o movimento quer pouco em termos econômicos e ressalta que o que reivindicam mesmo é uma democracia não controlada pelo dinheiro, por isso tem uma característica revolucionária.
Há uma frase simples que os manifestantes usam, “somos 99%”, ou seja, são a maioria contra os 1% dos políticos, governantes, banqueiros, e outros, onde o 1% da população controlam mais de 40% da riqueza e recebem mais de 20% da renda.
É possível que alguns entre o 1% tenha feito contribuições importantes à sociedade. Na verdade, os benefícios sociais de algumas inovações reais (ao contrário dos “produtos” financeiros que acabaram desencadeando destruição na economia mundial) são bem maiores do que aquilo que os inovadores recebem.
Em todo o mundo, a influência política e práticas de oligopólio (termo utilizado em economia que deriva do grego, onde oligo significa poucos e polens significa comércio, e é utilizado quando um grupo empresas dominam o comércio de um determinado produto ou serviço.
Recentemente, as pesquisas mostram que as noções de justiça são muito importantes entre os participantes dos protestos da Espanha, inclusive em outros países, pois têm razão para estarem indignados. Este é um sistema no qual os banqueiros são resgatados de suas falências, enquanto as massas, são vitimas obrigadas a lutar pela sua sobrevivência e o pior de tudo isso, os banqueiros voltam aos seus gabinetes recebendo bônus anuais superiores ao que a maioria dos trabalhadores espera ganhar durante toda a vida e os jovens que estudaram muito e seguiram as regras, sequer têm esperança de conseguir um emprego decente.
Fonte: http://www.outraspalavras.net/
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/10/10/movimento-ocupe-wall-street
Por: Vanda Zanetti
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