EDITORIAL

Bem-Vindos!

Agradecemos a visita ao nosso blog e em latim Nunc Eros significa Educação Agora. Precisamos de mudanças nesta área, vamos pensar juntos e tentar modificar um pouquinho que seja, conscientizando, trocando ideias, se ajudando, criticando, vislumbrando um horizonte de possibilidades na construção e reestruturação do que está posto na sociedade brasileira. Nosso blog tem a intenção de refletir e compartilhar ideias sobre temas importantes relacionados à Pedagogia, analisando de modo a contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Abordamos questões como, cidadania, inclusão e exclusão, temas transversais e outros. O que poderíamos fazer e como melhorar a prática dos educadores para obtenção de resultados significativos com seus alunos de um modo geral? Esperamos que gostem e aproveitem a viagem ao blog da reflexão e da consciência. Alunos do 4º sem. Pedagogia-UMESP: Carla, Carlos, Dulcineia, Erci, Cleonice, Rosecléia e Vanda.

sábado, 5 de novembro de 2011

Resenha de livro

DE PAULA, Fraulein Vidigal./TARDELLI, Denise D’AUREA. (organizadoras) Violência na escola e da escola: Desafios Contemporâneos à Psicologia da Educação, São Bernardo do Campo – SP: Metodista, 2009, p.25-36.                                
Maria C. Piovezani

ANÁLISE SOCIAL DA VIOLÊNCIA NA ESCOLA

O capítulo 2 da Sessão 1: Sociedade e escola: produção e resistência à violência, os autores Kohatsu, Lineu N. / Dias, Marian A.L., sugerem uma instigante discussão sobre os sentidos que podem ser atribuídos à violência na sala de aula, conjecturando sobre a relevância do encontro com a diferença e o diferente no processo de formação do eu. 
A perda da capacidade de subjetivação faz com que, o encontro com a diferença abandone a visão de possibilidade de experiência para passar a ser visto como ameaça. Assim, a partir de Adorno, citado pelos autores, debatem a questão do preconceito como uma das formas de expressão da violência e, ao mesmo tempo, entendem que a educação deve ser a promoção da auto-reflexão que poderia auxiliar para o impedimento da reprodução da violência.
Nesse sentido, entendem que a escola de hoje tem um papel primordial para a mudança, pois está ligada a sociedade e ela é importante para a problemática na formação do homem. Segundo eles, as atividades e os objetivos propostos pela instituição escolar aos alunos, professores, funcionários e corpo administrativo colaboram para esta evidência na homogeneização e na adequação. A inclusão de regras e atitudes não é em si um prejuízo à formação dos indivíduos. 
Adequar-se aos padrões socialmente que estão, voga com a aprendizagem, no que se refere às formas de pensamento e da linguagem geralmente compartilhadas e é essencial para a expressão e a atuação dos sujeitos. Os autores citam (Crochìk, 2007) explicando que este procedimento de normalização é preciso tanto para a inclusão do sujeito na cultura como para a própria permanência desta e a escola é o melhor local para que este processo se desenvolva. 
Na escola a violência está se agravando. Não existe mais respeito, nem valores entre os jovens. A relação dos professores e alunos deve ser revista. A educação deve estar presente para acabar com as barbáries. 
Deste modo, mais do que apenas a inclusão das minorias antes excluídas da escola regular, agora o conceito de educação inclusiva aborda também a qualidade da educação para formar inteiramente pessoas reflexivas e críticas. 
Para Adorno, essas diferenças, preconceitos e discriminações acabam trazendo conflitos e desestruturando a sociedade. A educação voltada para a solução desses conflitos seria a melhor forma de acabar com a violência. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário