A África do Sul, apesar de sua população ser constituída da maioria de negros, mestiços e indianos, assumiu a questão racial tão grave, onde os brancos é que detinham o poder político e somente eles é que se beneficiavam dos direitos civis.
O apartheid é um sistema que teve sua origem em 1911, quando os africânderes denominados (descendentes de agricultores holandeses, que emigraram para a África do Sul) e os britânicos, estabeleceram várias leis para dominarem os negros. Em 1948, a política de segregação racial foi oficializada, criando direitos e zonas residenciais para brancos, negros asiáticos e mestiços.
O Congresso Nacional Africano (CNA), entidade negra contrária à segregação racial na África do Sul, foi fundada na década de 1950, sendo considerado ilegal em 1960 e seu líder Nelson Mandela (Prêmio Nobel da Paz e Prêmio Lênin da Paz) condenado à prisão perpétua. A política do Apartheid, se fortaleceu entre o período de 1958 a 1976, com a criação dos bantustões (pseudoestados de base tribal ou territórios supostamente autônomos, que na verdade controlava a população negra, pois só podia deixá-lo se fosse trabalhar nas áreas brancas e para isso recebiam uma espécie de passaporte) apesar de gerar protestos da maioria negra.
A maioria subjugada pelos brancos se revoltaram com tal situação, os choques tornaram-se freqüentes e violentos e naturalmente diante desse quadro injusto haviam muitas manifestações de protesto. A comunidade Internacional fez algumas formas de pressão contra o governo sul-africano, no âmbito diplomático e econômico, para que abolissem a instituição do apartheid, porém acreditamos que ele resista até os dias de hoje, pois num país onde o racismo é crime, há um povoado chamado Orânia, na África do Sul, que se mantém em sua totalidade de brancos, como se fosse um país independente.
Podemos considerar o Brasil um país que possui arraigada a questão do racismo e também do preconceito. Vemos todos os dias situações que nos levam a concluir isso de modo muito cruel, contra negros, indígenas, pobres, nordestinos, idosos, homossexuais, moradores de rua, enfim o racismo e o preconceito estão de mãos dadas numa sociedade perversa, que com o auxilio da mídia ditam regras de comportamento, de beleza, do que é certo ou errado na vida das pessoas, como se elas não tivessem o livre arbítrio para decidir o que querem ou pretendem com suas vidas.
Os negros e os indígenas ou seus descendentes têm que lutar mais que todos para conquistar seu lugar ao sol; pobres não têm direito à saúde, muitas vezes nos hospitais públicos, os médicos são os que decidem quem vai ser atendido e quem vai voltar para casa sem atendimento, lhe são negado acesso muitas vezes à cultura ou ingresso em determinados espaços, onde se privilegia e se limita o acesso a poucos afortunados; nordestinos são discriminados por migrarem de suas regiões, como se não tivessem direito de ir e vir; idosos são descartados como inúteis, como se atrapalhassem a vida até mesmo de seus familiares; homossexuais são espancados, como se dissessem, aqui não há lugar para vocês; moradores de rua, têm suas vidas podadas como se fizessem uma roleta russa, decidindo qual deve morrer, sendo que seus problemas são de ordem social que culminam para doenças mentais e ou vícios. Onde é que vamos parar com uma sociedade doente, onde os intolerantes é que deveriam sofrer algum tipo de intervenção?
No dia 19/10/11, uma escola foi pichada com a seguinte frase:
“Vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas”
Ao chegarem à Escola Municipal de Educação Infantil Guia Lopes, localizada no Bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, os alunos e professores ficaram assustados, ao verem a pichação no muro do colégio e acompanhada da suástica nazista. A diretora do colégio, Cibele Racy, explicou que desde o começo do ano vem desenvolvendo com as crianças questões em prol da igualdade racial e justificou o ato de vandalismo como uma reação às ações ali desenvolvidas: - “Trouxemos comidas e aspectos culturais da África. Tenho vários depoimentos de pais mostrando toda a aceitação”, disse a diretora.
É necessário debater sobre esses comportamentos, identificar se possível essas pessoas e fazer algum tipo de trabalho com elas, conscientizando-as para tentar minimizar qualquer tipo de preconceito, só prendê-las não resolve, é um problema cultural e um processo histórico, assim poderemos diminuir as desigualdades sociais, pois é uma luta de todos nós e às vezes também passamos por isso. Não podemos ficar de braços cruzados, devemos nos incomodar, isso não pode cair simplesmente na rotina e olharmos, ouvirmos e acharmos que a violência está banalizada, assim como a vida. É não fazer com o outro o que não gostaríamos que fizessem conosco e nos colocarmos no lugar do próximo, pois só assim saberemos o que sentem verdadeiramente.
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africapaz.blogspot.com
http://www.palmares.gov.br/?p=15119
Por: Vanda Zanetti
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