A filosofia de práxis é confundida com a origem do próprio marxismo. Antonio Labriola é o ponto de partida de Gramsci e diz que a filosofia de práxis é como “conhecer agindo”. Labriola (1843-1904), estudioso de marxismo, afirma que este não é positivismo nem naturalismo, embora aceitando alguns aspectos de um e de outro.
Em positivismo, Labriola aceita o método cientifico, mas acaba rejeitando o materialista do Universo. Em naturalismo diz que a cultura não é natureza, mais sim a cultura depende da obra humana, assim o viver humano não determinado pela natureza, ou seja, o homem tem seus próprios objetivos.
Gramsci se baseia em algumas partes de Labriola, mas tem suas próprias opiniões em emancipação humana, capaz de responder os problemas de nossa vida seja ela continua ou permanente.
Entende que, de uma nova ordem de relações sociais de produção, há uma forma de gerir a vida, uma concepção dialética da educação que contém as preocupações da vida concreta.
Em termo marxista, a filosofia da práxis de Gramsci acrescenta a razão filosófica de uma dialética baseada em “bom senso”, porém o núcleo sadio baseou no ”senso comum”, o mundo difundido no seio de classes sociais subalternas.
Já o conceito de Karl Marx introduz a práxis revolucionária que é a coincidência da transformação precisamente pelos seres humanos. Necessariamente, para mudar os homens, idealista educador quer suas idéias de cima (de fora), assim como o materialista quer alterar as circunstâncias de fora. Assim tanto o materialismo quanto o idealismo que reproduz a estrutura da sociedade de classes: “exploração de homem pelo o homem”.
Por tanto, práxis revolucionária é uma atividade teórico - pratica em que se modifica constantemente com a experiência pratica, que por sua vez se modifica também com a teoria, ou seja, é entendida como atividade que nos possibilita a formar idéias, desejos, vontades e teorias.
Já na prática, Labriola fornece certa contribuição importante ao desenvolvimento do pensamento marxista. Labriola diz que o marxismo não nasce imediatamente com o surgimento do proletariado, mas quando a classe se torna suficiente e forte para compreensão do sentido da mudança social. O autor parte da idéia que o marxismo surge do manifesto comunista e que justificava a sua concepção do movimento operário bastante fortalecido.
A sua critica ao economicismo vem do problema da complexidade do método dialético e ao papel de categoria totalidade.
Marx também tinha uma concepção identificada de Labriola sobre a concepção materialista da historia. A concepção dos dois autores expressa uma tomada radicalidade do materialismo histórico que foi perdida com a emergência da social-democracia.
Portanto, na Filosofia de Práxis cada um não consegue identifica-lá, porém os autores têm o seu próprio conceito. Já na Filosofia de Prática, os autores chegam ao mesmo conceito que é “o surgimento do proletariado”.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A1xis#
http://www.efdeportes.com/efd141/filosofia-da-praxis-entre-a-teoria-e-a-pratica.htm
Por: Dulcinéia C. Santos
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