EDITORIAL

Bem-Vindos!

Agradecemos a visita ao nosso blog e em latim Nunc Eros significa Educação Agora. Precisamos de mudanças nesta área, vamos pensar juntos e tentar modificar um pouquinho que seja, conscientizando, trocando ideias, se ajudando, criticando, vislumbrando um horizonte de possibilidades na construção e reestruturação do que está posto na sociedade brasileira. Nosso blog tem a intenção de refletir e compartilhar ideias sobre temas importantes relacionados à Pedagogia, analisando de modo a contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Abordamos questões como, cidadania, inclusão e exclusão, temas transversais e outros. O que poderíamos fazer e como melhorar a prática dos educadores para obtenção de resultados significativos com seus alunos de um modo geral? Esperamos que gostem e aproveitem a viagem ao blog da reflexão e da consciência. Alunos do 4º sem. Pedagogia-UMESP: Carla, Carlos, Dulcineia, Erci, Cleonice, Rosecléia e Vanda.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Movimento Occupy Wall Street

Nesta semana,  conversava com minha família, que as emissoras de TV, não falavam sobre o movimento de protesto contra o Capitalismo que sabemos, está se alastrando pelo mundo. Até comentei que achava que por serem empresas que fazem parte desta globalização não iriam noticiar esses fatos contra elas mesmas.
Ontem, 28/11/11, no jornal da Globo, anunciaram que o assunto do Profissão Repórter desta semana será sobre esse movimento, com os repórteres falando de diversos países. Vamos esperar para conferir o que eles dizem,  se vão mostrar a verdade nua e crua e qual a posição da emissora.

Por: Vanda Zanetti

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pedagogia Empreendedora.WMV


Este vídeo nos mostra como o ensino de empreendedorismo acontece na educação de crianças e jovens, capacitando-os para que eles desde cedo comecem a sonhar e dar início a um projeto de vida. A Pedagogia Empreendedora é uma metodologia de ensino para a Educação básica, ou seja, da educação infantil até o ensino médio, atingindo a faixa etária de 4 a 17 anos. Está atrelada a tecnologias de desenvolvimento sustentável local, no caso deste vídeo, refere-se acidade de Redenção no estado do Pará, onde o alvo não é só o indivíduo, mas também a comunidade. Orienta o aluno em suas ações, preparando-o para as suas próprias decisões e opções, tratando o empreendedorismo como uma forma de ser e não somente de fazer, transpondo o conceito que se originou nas empresas para todas as áreas da atividade humana. A Pedagogia empreendedora desenvolve o potencial dos alunos, portanto não é uma estratégia pedagógica que os prepara para criar uma empresa e sim para ser empreendedor, orientando e desenvolvendo a capacidade de cada um em qualquer atividade que escolherem. 
Por: Vanda Zanetti

domingo, 27 de novembro de 2011

Linha de Montagem- Chico Buarque

Essa música, pouco conhecida, de Chico Buarque de Holanda relata a trajetória do dia a dia de diversos trabalhadores brasileiros. Vale a pena ouvir e refletir.
Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=9dSARyggu5E
Por Carla Manoela da Silva.

sábado, 26 de novembro de 2011

Vilarejo - Marisa Monte

Um pouco de utopia faz bem para o coração, é possivel sonhar ao som de lindas canções que acalmam nossa vida estressante. Conheci esta música através da Profª Elizabeth do 1º semestre/2010, não esqueci mais. Coisas bonitas temos que indicar e compartilhar, espero que também gostem!
Por: Vanda Zanetti

Educação com música



Imagem disponível em: www.folhaeduca.com.br
"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".
Rubem Alves

Reflexões: Será que isso tem a ver com a crise na educação?


Nos últimos tempos, ouvimos falar em muitos problemas que permeiam o ambiente escolar, por várias questões. Há professores despreparados, que não conseguem dar continuidade às pesquisas aprimorando o conhecimento; estão desmotivados pela falta de reconhecimento do seu trabalho; não conseguem dar conta da demanda que foi atribuída ao seu desempenho como profissional da educação.
Temos a questão da inclusão, a qual, o governo simplesmente elaborou as leis, incluiu as crianças com várias especificidades na sala de aula e não preparou o professor para lidar com mais essa tarefa, fazendo o educando que tem algum grau de deficiência, motora, visual, auditiva e mental, avançar em seu desenvolvimento, físico, psicológico, cognitivo e social. As políticas públicas estão longe de atender as expectativas das crianças, dos pais, dos professores e também da sociedade em geral.
Partindo do pressuposto de que a escola precisa de bons professores e não de médicos e psicólogos, como o professor faz para dar conta de tantos desafios atribuídos a eles, pois vivemos momentos de desenvolvimento tecnológico constante e temos que pensar na inclusão de todos de um modo geral, tendo como objetivo construir o aprendizado dessas crianças, do contrário não estaremos promovendo a inclusão e sim a exclusão. Se os professores não conseguirem atender a todos, poderão estar contribuindo para a evasão escolar, daqueles que simplesmente tem alguma dificuldade de aprendizado, de ordem social, como famílias que por problemas estruturais, não conseguem manter o educando na escola.
Do lado oposto, pessoas de classes mais abastadas, com todos os recursos necessários para uma boa estrutura familiar, também não conseguem dar conta dos filhos, delegando às escolas públicas e particulares a educação dos mesmos. Algumas escolas particulares arcam com a educação dos filhos dessas famílias em tempo integral. A criança por vezes tem pouco contato físico e afetivo com seus pais, muito importante ao seu desenvolvimento, pois já chegam em casa tarde, muitos já voltam alimentados e com banho tomado. Isso é preocupante, pois a família é a base de uma boa formação, a raiz onde recebemos uma carga afetiva, histórica e cultural. Ficamos imaginando o quanto essa criança tem de carência pela falta desse convívio familiar, se passa a maior parte do tempo longe dela. É claro, que isso não se atribui a todas as famílias, muitas conseguem dar conta de fazer com o que o filho se sinta amado tendo um tempo de qualidade com os pequenos, mas infelizmente isso não se aplica à maioria dos casos.
Podemos atribuir esta questão, ao fato de tantos jovens adolescentes, estarem transgredindo, mas de uma forma não saudável, pois querem chamar a atenção de alguma forma, causando problemas de ordem social, onde eles próprios são os agredidos, a impressão que fica, é que eles não se importam com suas vidas, com suas famílias e com mundo a sua volta.
Sabemos que faz parte da natureza juvenil, a ousadia e a rebeldia, necessárias às mudanças e as transformações do mundo, mas no caso desses adolescentes que ficam em baladas e em outros locais, no meio das ruas, bebendo, usando drogas e se expondo das mais diversas formas, eles estão protestando o quê? Só se for para punir a própria vida e a de seus pais dizendo: - Estamos aqui, nós existimos!                                                                                                                    As crianças precisam de regras, direção, orientação e se a família não impõe os limites necessários, ou seja, dizer não a um filho é muito importante, mostra que você se importa, se preocupa com ele e que o ama, do contrário eles se perdem, às vezes eles estão transgredindo para chamar a atenção, pedindo limites que os pais não têm tempo de dar. Estão preocupados em dar o celular novo, o carro novo, as compras no Shopping, é como se dessem presentes para compensar a falta de presença. É a coisificação do ser  em detrimento do ter coisas, posturas equivocadas que cegam e desumanizam a sociedade atual.  A inversão de valores se instala, muitos se perdem e fica difícil mudar a realidade.
Presença, paciência, resgate da espiritualidade, desenvolvimento da consciência ecológica e planetária são valores imprescindíveis à ação educativa; por isso “como educadores, precisamos mergulhar  nos vários aspectos da existência humana, que também nos escapam à lógica e à racionalidade.(Santos Neto, 2002, p. 41).”

Precisamos espalhar uma corrente de esperança para que mudanças possam surgir em todas as áreas, pois estes aspectos vão influenciar diretamente na complexidade da educação. Não há receitas milagrosas, mas se cada um fizer com amor a sua parte, podemos resgatar o ser humano da imersão no caos que estamos caminhando.


Por: Vanda Zanetti 
Referência:                                                                                                                                             SANTOS NETO, Elydio dos. Educação e complexidade: pensando com Dom Bosco e Edgar Amorim. São Paulo:  Salesiana, 2002.
"Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas – é de poesia que estão falando".                                
                                                     Manoel de Barros

A árvore gigantesca

        
                                            Imagem disponível em:  www.linkes.com.br
Um carpinteiro e seus auxiliares viajavam pela província de Qi, em busca de material para construções.
Viram uma árvore gigantesca; cinco homens de mãos dadas não conseguiam abraçá-la, e seu topo era tão alto que quase tocava as nuvens.
-- Não vamos perder nosso tempo com esta árvore -- disse o mestre carpinteiro.
-- Para cortá-la, demoraremos muito. Se quisermos fazer um barco, ele afundará, de tão pesado o seu tronco. Se resolvermos usá-la para a estrutura de um teto, as paredes terão que ser exageradamente resistentes.
O grupo seguiu adiante. Um dos aprendizes comentou:
-- É uma árvore tão grande e não serve para nada!
-- Você está enganado -- disse o mestre carpinteiro.
-- Ela seguiu seu destino à sua maneira.
Se fosse igual às outras, nós já a teríamos cortado.
Mas,  porque teve coragem de ser diferente, permanecerá viva e forte por muito tempo. 

Por: Vanda Zanetti

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Trabalho Rural Escravo

A América do Sul, diferente da América do Norte, foi colonizada para obter lucro de forma rápida, através da extração de recursos naturais, como pau-brasil, ouro, prata, etc.
Para a extração destes recursos, os portugueses, aqueles que nos colonizaram, fizeram o uso da Escravidão (inicialmente eram índios e no mais tardar negros da região da África). Os mesmos trabalharam tanto na extração de pedras preciosas, como na agricultura, período este que ocorreu do século XVI ao ano de 1888, com a assinatura da Princesa Isabel na Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil.
Infelizmente em pleno século XXI, o trabalho escravo no Brasil não está extinto. No documentário “Nas Terras do Bem Virá”, é denunciado o trabalho rural escravo na região do Pará.
Neste documentário são mostradas condições deprimentes de trabalho, que homens e mulheres são induzidos a aceitar, para a própria sobrevivência. Por viver em uma região precária, os mesmos são convidados a trabalhar em fazendas, e são convencidos por meio de promessas, são oferecidas melhores condições de trabalho e são levados á uma pensão, onde de imediato adquirem uma dívida que os faz refém dos patrões (fazendeiros).
Abaixo segue um chamativa para que voces assitam por completo o documentário, disponivel em 11 partes no site Youtube.



Por Carla Manoela da Silva

Fonte:
http://www.feagri.unicamp.br/unimac/pdfs/Breve_Historia_do_Trabalho_Rural_no_Brasil.pdf
http://www.rel-uita.org/internacional/ddhh/la-impunidad-por.htm
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/escravidao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_agr%C3%A1rio

http://www.youtube.com/results?search_query=nas+terras+do+bem+vir%C3%A1&oq=nas+terras+do+bem+vir%C3%A1&aq=f&aqi=g2&aql=&gs_sm=e&gs_upl=279984l284733l0l285373l22l21l0l14l14l1l469l1219l2-1.0.2l3l0

A geografia de uma perspectiva Humanista

A geografia estudada no ensino básico, não é aprofundada, e não é ensinada sua real essência e significado, dada cuja que é uma ciência holística, que vai para várias áreas do conhecimento geográfico e trabalha em todas as primícias, o princípio do seu fundamento era apenas conhecer territórios, clima e os costumes de outros povos, e estes que ensinavam esta ciência eram militares.
Infelizmente a geografia é apenas decorada, através de mapas, e ilustrações das planícies e planaltos; e todos os aspectos políticos e territoriais são simplesmente ignorados, a razão de se estudar geografia fica insignificante.
Estudar os mapas é algo muito importante, pois os mesmos eram utilizados deste os homens das cavernas, para os seus deslocamentos e para o registro de informações sobre as possibilidades de caça, de problemas territoriais, de matas e rios. Eles não se preocupavam com os três elementos básicos a cartografia (escrita de mapas), mas sim em sua sobrevivência.
Uma forma interessante de se trabalhar os mapas, sem o objetivo de apenas decorar e sim de torná-lo significativo, é invertendo a ordem dos continentes do Mapa Mundi, ao apenas inverter esta ordem pode-se diálogar aspectos culturais e territoriais, tomando um caráter um critico a uma aula de geografia. 
Depois de séculos da existência do estudo de geografia, apenas no ano de 1998 foi escrito um documento especifico da matéria de geografia, para auxiliar professores, tal documento pontua uma forma de ensinar uma geografia diferente, algo que se aproxima do que Rosangela Almeida, em seu livro Espaço Geográfico pontua. O Parâmetro Curricular Nacional de geografia propõe aos educadores pensar em uma nova forma de lecionar, uma forma desafiadora e inspiradora, mas ao invés dos educadores criarem e ousarem á partir destas colocações, os mesmos reproduzem de canto a canto o documento. 

           Não é pintando, contornando ou copiando, que se estabelecerá o sistema de signos ordenados, obedecendo ao sistema de projeção de forma significativa, que internalize ao possibilitar vivencias, apresentar as ilustrações dos livros ao vivo e as cores, pois as crianças enxergam com as mãos.

Por Erci Nascimento e Carla Manoela da Silva.

Fonte:
ALMEIDA, Rosângela Doin de. PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação, São Paulo: Contexto, 1991.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A criança não nasce preconceituosa

É preciso combater o racismo já na primeira infância, mostrando para a criança que nós seres humanos somos todos iguais em direitos e deveres, porém somos todos diferentes no modo de ser e agir. Que essas diferenças podem ser ricas em trocas de saberes culturais e étnicos, para termos uma sociedade mais justa.
Houve uma situação de racismo entre crianças de cinco anos, em uma escola de SBC, na qual, a mãe de uma aluna confeccionou um boneco e uma boneca, ambos loiros, que as crianças através de votação nomearam  de Mia e Miguel (do grupo Rebelde) que faziam sucesso na época. Eles podiam levar os bonecos para casa e passar o final de semana cuidando dos mesmos. Começaram umas conversas entre as crianças falando de uma aluna que era negra, que seu cabelo não era bonito e o assunto chegou aos ouvidos dos pais. A professora aproveitou a situação problema para ensinar para as crianças que o preconceito é crime e pediu à mãe da menina, que confeccionasse uma boneca negra. Para surpresa da professora, eles colocaram também o nome de Mia e todos (as) queriam levá-la para casa. Gostaram muito da nova boneca e a professora concluiu que a criança não é preconceituosa, mas se o ambiente em que ela vive tiver alguém racista, possivelmente ela já crescerá com  esta visão errada, o preconceito  pode ficar enraizado, sendo mais difícil fazê-la compreender que está equivocada e mudar os seus conceitos, atitudes e o seu olhar.

Por: Vanda Zanetti 

Teste da Boneca

A responsabilidade de um Educador Social

Um educador social impulsiona o sujeito em sua formação e capacitação, ajudando-o a ser um agente transformador de sua realidade, exercendo sua cidadania, sendo assim forma pessoas capazes de dialogar, questionar, refletir com criticidade sobre o meio em que vive. Ele possibilita aos educandos e sua comunidade, um elemento cooperador e incentivador, pois, somando as diferenças e dificuldades, ajuda na construção de novos caminhos, num aspecto coletivo,  motivando a criar as soluções e não trazê-las prontas.
Portanto, o educador social tem um perfil diferenciado, pois tem um olhar mais crítico e analista do meio social, buscando conhecimentos, ficando mais atento às manifestações dos educandos, podendo auxiliá-los a criar possibilidades para um bom resultado. O vínculo com o educando é imprescindível, pois através dele é que haverá um diálogo aberto, onde o educador social servirá de exemplo para que o educando tenha segurança de expor seus problemas e anseios, uma troca rica que ambos terão dentro da sociedade.
Por: Vanda Zanetti

Entrevista com um Educador Social

Nome: Karen S.O.[1]
O que é ser um educador social?
É o acolhimento, o resgate para a inclusão no meio social, coração aberto, integração ao meio comunitário fortalecendo o desenvolvimento para a autonomia e para sua independência.  
O que te levou a ser um educador social?
Nosso carinho e afeto pelas crianças, compromisso social e humanizador.
Qual a sua área e o que você ensina para as crianças?
Sou pedagoga formada, trabalhamos voluntariamente, ensinamos a reconhecerem as letras e contamos histórias aqui na biblioteca. Brincamos com as crianças com jogos e caça palavras, assistimos vídeos educativos, enfim procuramos investigar as suas dificuldades, pois eles vêm aqui apresentando alguns problemas quando a justiça os desintegra da família.
Qual a sua expectativa com relação às crianças e ao seu desenvolvimento?
Educar para que eles criem sua autonomia e possam refazer sua historia, fazendo parte da sociedade.
As crianças gostam dessas aulas? Elas têm liberdade para participar ou não?
Sim, gostam muito e são participativas, colaboram e são muito criativas.
Como funciona esse momento?
É gratificante saber que aqui somos uma família unida que acolhe as crianças em situação de risco e na medida do possível damos o melhor de nossa equipe. Eles correspondem bem interagindo, afinal nessas relações educativas procuramos passar a igualdade e avaliar o respeito entre todos nós.
Qual o retorno que você tem?
É saber que neste espaço educativo e acolhedor, procuramos encaminhar esses jovens e depois de estarem aptos para o mercado de trabalho, que eles tenham vida própria sendo independentes. Alguns chegam a se casar e nos visitam constantemente, sem romper os laços familiares do carinho que receberam, inclusive no natal, nos reunirmos todos os anos é bem legal a nossa festa.
Se sente realizada (o)?
Sim, dentro do possível, pois há muito a ser feito. 

[1] Nome Fictício visando  preservar a identidade da Educadora Social

Por: Carlos A.Joaquim


HQ TAMBÉM É CULTURA

Além de divertidas e irreverentes, são também uma excelente ferramenta pedagógica.
Compõe um fantástico suporte visual, se bem trabalhado em sala de aula, pode fazer com que o aluno tenha uma motivação  a mais e  facilite a produção da escrita.  
Por:  Erci do Nascimento

HQ - Comparando o ensino anterior com o de hoje



Dulcinéia C. Santos

Um dia especial




Hoje tive uma manhã diferente,
Que me encheu de esperança...
Esperança de que a humanidade tem jeito
Se nos depararmos com as pessoas certas, nos momentos certos...
Como uma equipe emocionante
Eram as professoras Rose, Silvia, Vera, Marisa e a linda Juliana...
Que nos fizeram chorar e sentir
Que o ser humano pode ser mais humano
Se o tocarmos com gestos e olhares
De amor, fraternidade e respeito
A Pedagogia tem esse poder, de nos fazer perceber...
Que podemos ser diferentes e fazer a diferença para as pessoas.
Neste dia especial, descobri, por exemplo...
Que ser cego, não é a falta de visão
É não enxergar o mundo a sua volta, é não ver o próximo como irmão,
Ser deficiente não é aquele que não anda e não se mexe
É ter braços e pernas perfeitos e não fazer nada
Ser surdo, não é a privação da audição,
É não ouvir o que outro tem a dizer
Ser mudo não é a falta da oralidade ou da fala
É calar-se diante das injustiças...
Ter deficiência mental é ter conhecimento e não saber o que fazer com ele.
Essa é a frase que mais me toca e incomoda quando entro na faculdade,
Meus gestos e ações ainda não são concretos, mas estou aprendendo...
Cada dia, a me tornar um ser humano melhor, para tornar a vida de outro ser humano melhor ainda.
Por:  Vanda Zanetti

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A diferença da Filosofia de Práxis e Filosofia de pratica

A filosofia de práxis é confundida com a origem do próprio marxismo. Antonio Labriola é o ponto de partida de Gramsci e diz que a filosofia de práxis é como “conhecer agindo”. Labriola (1843-1904), estudioso de marxismo, afirma que este não é positivismo nem naturalismo, embora aceitando alguns aspectos de um e de outro. 
Em positivismo, Labriola aceita o método cientifico, mas acaba rejeitando o materialista do Universo. Em naturalismo diz que a cultura não é natureza, mais sim a cultura depende da obra humana, assim o viver humano não determinado pela natureza, ou seja, o homem tem seus próprios objetivos. 
Gramsci se baseia em algumas partes de Labriola, mas tem suas próprias opiniões em emancipação humana, capaz de responder os problemas de nossa vida seja ela continua ou permanente. 
Entende que, de uma nova ordem de relações sociais de produção, há uma forma de gerir a vida, uma concepção dialética da educação que contém as preocupações da vida concreta. 
Em termo marxista, a filosofia da práxis de Gramsci acrescenta a razão filosófica de uma dialética baseada em “bom senso”, porém o núcleo sadio baseou no ”senso comum”, o mundo difundido no seio de classes sociais subalternas. 
Já o conceito de Karl Marx introduz a práxis revolucionária que é a coincidência da transformação precisamente pelos seres humanos. Necessariamente, para mudar os homens, idealista educador quer suas idéias de cima (de fora), assim como o materialista quer alterar as circunstâncias de fora. Assim tanto o materialismo quanto o idealismo que reproduz a estrutura da sociedade de classes: “exploração de homem pelo o homem”. 
Por tanto, práxis revolucionária é uma atividade teórico - pratica em que se modifica constantemente com a experiência pratica, que por sua vez se modifica também com a teoria, ou seja, é entendida como atividade que nos possibilita a formar idéias, desejos, vontades e teorias. 
Já na prática, Labriola fornece certa contribuição importante ao desenvolvimento do pensamento marxista. Labriola diz que o marxismo não nasce imediatamente com o surgimento do proletariado, mas quando a classe se torna suficiente e forte para compreensão do sentido da mudança social. O autor parte da idéia que o marxismo surge do manifesto comunista e que justificava a sua concepção do movimento operário bastante fortalecido. 
A sua critica ao economicismo vem do problema da complexidade do método dialético e ao papel de categoria totalidade. 
Marx também tinha uma concepção identificada de Labriola sobre a concepção materialista da historia. A concepção dos dois autores expressa uma tomada radicalidade do materialismo histórico que foi perdida com a emergência da social-democracia. 
Portanto, na Filosofia de Práxis cada um não consegue identifica-lá, porém os autores têm o seu próprio conceito. Já na Filosofia de Prática, os autores chegam ao mesmo conceito que é “o surgimento do proletariado”. 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A1xis#
http://www.efdeportes.com/efd141/filosofia-da-praxis-entre-a-teoria-e-a-pratica.htm

Por: Dulcinéia C. Santos

Qual trajetória de vida nossas crianças devem trilhar?


Um dia desses, "fuçando" no site de vídeos, youtube, encontrei o videoclipe desta música da cantora Pink. Ela narra nesta música, acredito eu que a vida dela, vários episódios de uma vida conturbada.
Ao ver este videoclipe, refleti a questão de como as ações ocorrentes na infância podem determinar o curso das nossas vidas, e como o pedagogo deve ser sensivel e preocupado com suas atitudes para com seus alunos, pois os mesmos por muitas vezes passam mais tempo com as crianças do que as próprias famílias.
A cantora logo no começo da canção relata que foi "mal tratada, deslocada e malcompreendida", e no decorrer é visto a trajetória dolorosa que ela percorreu, até chegar o sucesso e a estabilidade de sua vida. 
Poucos param para pensar estas questões, mas isto não deve ser colocado de escanteio. Esta estória acabou em final feliz, mas interferir muitas não acabam. Através deste vídeo os convido a refletir, podemos ou não interferir  nestas trajetórias e tornar a vida um pouco menos triste?

Por Carla Manoela da Silva.  

Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=tFqgHPKexNs

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Taylorismo e Fordismo, ações e consequências

           O Taylorismo é um método industrial para produção, o criador deste método Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915) criou uma forma de expandir a produção industrial, baseada na diminuição de tempo para produzir (assim pressionando o funcionário há um trabalho de extrema agilidade para conclusão), redução no valor pago á mão-de-obra, desvalorização do conhecimento do funcionário em relação ao processo de produção e nos cortes de desperdício de tempo (desta forma, não permitindo tempo extenso para fazer as refeições, ir ao banheiro, folgas, etc.).
          Taylor tinha a concepção de que nas empresas deve-se ter hierarquização e organização/controle sobre os funcionários, estes por vez exercitavam funções repetitivas e aqueles que executavam seus serviços em menos tempo recebiam premiações (lembrando a Abordagem Comportamentalista cujo um dos conceitos e ação/resposta/incentivo positivo).



Fonte: estavasim.blogspot.com/2011/04/maneiras-bem-humoradas-de-se-pensar-o.html 


Fonte: biahcristina0.blogspot.com/2011/07/
trabalho-sobre-fordismo-e-taylorismo_31.html
          Em sua concepção haviam funcionários pagos para pensar e outros para executar, que eram os operários, e nisto impregnava uma diferença salarial.
         Tal conceito foi impresso no livro de Taylor em 1911, “Princípio de administração cientifica”.
        Já o Fordismo teve implantação na metade do século XIX, onde grande parte predominante do conceito de Taylor foi aplicado em uma indústria automobilística, hoje conhecida pela Ford, cujo fundador foi Henry Ford, que ao aplicar esta teoria aumentou o lucro da empresa, produzindo em alta escala, e diminuindo no valor dos automóveis fabricados, o que na época foi uma alavancada do mercado automobilístico tornando o automóvel mais acessível para a população.
   
           Hoje na maior parte das indústrias este modo de fabricação foi implantado, mas esta produção em alta escala traz consequências, no mês de setembro de 2011, a Ford do Estado do Paraná, declarou férias coletivas até aproximadamente 10 de outubro de 2011, usando como justificativa o estoque de automóveis produzidos cuja quantidade é maior do que a demanda do mercado.
          Em sua concepção haviam funcionários pagos para pensar e outros para executar, que eram os operários, e nisto impregnava uma diferença salarial.
          Tal conceito foi impresso no livro de Taylor em 1911, “Princípio de administração cientifica”.
          Já o Fordismo teve implantação na metade do século XIX, onde grande parte predominante do conceito de Taylor foi aplicado em uma indústria automobilística, hoje conhecida pela Ford, cujo fundador foi Henry Ford, que ao aplicar esta teoria aumentou o lucro da empresa, produzindo em alta escala, e diminuindo no valor dos automóveis fabricados, o que na época foi uma alavancada do mercado automobilístico tornando o automóvel mais acessível para a população. 
          Hoje na maior parte das indústrias este modo de fabricação foi implantado, mas esta produção em alta escala traz consequências, no mês de setembro de 2011, a Ford do Estado do Paraná, declarou férias coletivas até aproximadamente 10 de outubro de 2011, usando como justificativa o estoque de automóveis produzidos cuja quantidade é maior do que a demanda do mercado.

 
Por Carla Manoela da Silva.

Fontes Bibliográficas:http://www.brasilescola.com/geografia/taylorismo-fordismo.htm
http://www.infoescola.com/administracao_/taylorismo/
http://www.infoescola.com/economia/fordismo/
http://www.siemens.com.br/templates/coluna1.aspx?channel=6424&channel_pri_nivel=6422
http://oestadodoparana.pron.com.br/negocios/noticias/46254/?n=ford-dara-ferias-coletivas-na-fabrica-de-camacari-na-ba

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Professor Antonio Carlos Gomes da Costa


Neste vídeo,  o professor faz uma análise sobre os avanços das leis desde o Código de menores e a atual situação, com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo ele se a escola, a família e a saúde funcionassem, nós não precisaríamos ter esta imensa diversidade de instituições que atendem a criança.
Antonio Carlos Gomes da Costa (1949-2011), Mineiro de Belo Horizonte, MG, Pedagogo foi um dos principais defensores dos direitos da infância e juventude, tendo participado ativamente do grupo que redigiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também atuou junto ao Congresso Nacional para aprovação, logo após a sanção presidencial. 
Escreveu vários livros e artigos que foram publicados no Brasil e no exterior, ressaltando a importância da promoção e defesa dos direitos do público infanto-juvenil, e segundo ele, foi sua maior realização como cidadão e educador. 
Foi membro do Comitê Internacional dos Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça e colaborou na criação da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. 
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) enfatizou que seguir os ensinamentos de Antônio Carlos Gomes da Costa é a verdadeira homenagem que podemos dedicar a este cidadão brasileiro que lutou cotidianamente, por vida digna e justiça social para todas as crianças e adolescentes.
O Professor nos deixa dois legados que podem significar mudanças na perspectiva de vida das gerações futuras dos brasileiros: A elaboração do ECA e a certeza de que, com a educação é possível mudar a trajetória dos adolescentes que praticaram algum ato infracional, sendo sua morte uma perda inestimável para o movimento dos Direitos da Criança.
Fonte: http://www.direitosdacrianca.org.br                                                                          http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias
Por: Vanda Zanetti
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".         
                                                                              Fernando Pessoa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Wall Street Bull


Atualmente o boi de bronze é simbolo de agressividade financeira, otimismo e prosperidade. A escultura é uma grande atração turistica e uma das imagens mais iconicas de Wall Street. 
O Charging Bull ou Wall Street Bull, uma escultura em bronze de um touro feito pelo artista italiano naturalizado americano Arturo Di Modica, repousa em suas mais de 3 toneladas no Bowling Green Park próximo a Wall Street em New York. O Bowling Green Bull, como também é conhecido, tornou-se um símbolo da vigorosidade e robustez da economia americana ante as instabilidades do mercado internacional. O touro reprodutor, viril e musculoso, inspira confiança em um mercado livre, agressivo, otimista e próspero. 

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A tinta Vermelha                                                                             
Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” 
Em seu discurso na Liberty Plaza em Nova Iorque, Slavoj Zizek (Filósofo alemão) compara essa situação, a mesma que vivemos até hoje. Ele nos fala que temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. – são termos falsos que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Os manifestantes presentes estão dando a todos nós tinta vermelha. O movimento social mais comentado na atualidade é Occupy Wall Street, onde manifestantes descontentes com a política, a crise financeira e o poder econômico acamparam em Wall Street, símbolo do capitalismo norte-americano.
A Tunísia foi o país que iniciou o movimento de protesto em janeiro/2011, em seguida espalhou-se pelo Egito e Espanha, e agora tornou-se global. Os protestos alcançaram Wall Street (Rua que fica no Centro financeiro de Nova Iorque, onde está a tão famosa Bolsa de Valores) e várias cidades dos Estados Unidos, como Boston, Chicago, Seattle, Portland, Indianápolis, entre outras. A globalização e a mídia permitem que esses movimentos se alastrem tão rapidamente quanto as ideias, pois encontram terrenos férteis em toda parte do mundo. Há uma sensação de que o sistema faliu e uma certeza de que mesmo nas democracias, as eleições não são suficientes, sem que haja forte pressão das ruas. 
Joseph Stiglitz, Nobel de economia, diz que o movimento quer pouco em termos econômicos e ressalta que o que reivindicam mesmo é uma democracia não controlada pelo dinheiro, por isso tem uma característica revolucionária. 
Há uma frase simples que os manifestantes usam, “somos 99%”, ou seja, são a maioria contra os 1% dos políticos, governantes, banqueiros, e outros, onde o 1% da população controlam mais de 40% da riqueza e recebem mais de 20% da renda. 
É possível que alguns entre o 1% tenha feito contribuições importantes à sociedade. Na verdade, os benefícios sociais de algumas inovações reais (ao contrário dos “produtos” financeiros que acabaram desencadeando destruição na economia mundial) são bem maiores do que aquilo que os inovadores recebem. 
Em todo o mundo, a influência política e práticas de oligopólio (termo utilizado em economia que deriva do grego, onde oligo significa poucos e polens significa comércio, e é utilizado quando um grupo empresas dominam o comércio de um determinado produto ou serviço. 
Recentemente, as pesquisas mostram que as noções de justiça são muito importantes entre os participantes dos protestos da Espanha, inclusive em outros países, pois têm razão para estarem indignados. Este é um sistema no qual os banqueiros são resgatados de suas falências, enquanto as massas, são vitimas obrigadas a lutar pela sua sobrevivência e o pior de tudo isso, os banqueiros voltam aos seus gabinetes recebendo bônus anuais superiores ao que a maioria dos trabalhadores espera ganhar durante toda a vida e os jovens que estudaram muito e seguiram as regras, sequer têm esperança de conseguir um emprego decente. 

Fonte: http://www.outraspalavras.net/
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/10/10/movimento-ocupe-wall-street


Por: Vanda Zanetti

Resenha de livro


ALMEIDA, Rosângela Doin de. PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação, São Paulo: Contexto, 1991.
                                                                             
                                                                                 Dulcinéia C. Santos

A geografia espacial no contexto escolar

A compreensão e representação do espaço geográfico são muito importantes para que as crianças aprendam as formas pelas quais a sociedade organiza seu espaço e só será possível com a aprendizagem na escola, das representações formais ou convencionais.
Em sua obra, as autoras falam da importância de ensinar geografia numa perspectiva onde os alunos tenham domínio espacial no contexto escolar, leiam mapas que são a representação codificada de um determinado espaço real, pois estes estão presentes em nossas vidas desde muito cedo, cotidianamente. São de suma importância para deslocamentos mais racionais e segundo elas as impressões e percepções espaciais são desenvolvidas pela criança mesmo antes delas entrarem na escola.
A preocupação das autoras com o ensino-aprendizagem sobre o espaço, se dá ao fato de que as crianças precisam compreender já nos primeiros anos escolares, as noções espaciais por meio de um processo psicossocial, elaborando conceitos através de sua interação com o meio onde vive, ao longo de seu desenvolvimento psicobiossocial.
Portanto, é preciso que este ensino faça parte de seu meio sociocultural e da sociedade moderna, pois são necessários à ambientação, deslocamento e também para uma visão consciente e crítica de seu espaço social.
A obra traz muitas contribuições para os professores de 1º grau trabalharem esses conceitos, com atividades muito interessantes que só têm a enriquecer as aulas e fazer com que os alunos compreendam e contextualizem na prática as questões espaciais, no entanto é recomendável também para alunos de Pedagogia e de Geografia.
Para as autoras, tão importante quanto ler, escrever e fazer cálculos, é a capacidade de vermos a geografia como uma ciência que nos permite analisar a realidade social e sua configuração espacial.

sábado, 12 de novembro de 2011

Panorama da economia brasileira nos dias atuais


A economia brasileira hoje em dia está sendo afetada negativamente pela crise no continente europeu, principalmente pela Grécia, Itália, Espanha, Portugal entre outros, que devido suas elevadas dívidas públicas ameaçam a continuidade do Euro como moeda única. Diante destes fatos, os indicadores mais recentes da nossa economia demonstram uma desaceleração em curso. Tanto do lado da indústria, medido pela produção mensal e pelo seu índice de confiança, quanto pelo lado do consumidor medido pela taxa de desemprego e pelo rendimento médio real.
Para a inflação a expectativa de mercado é de que o índice medido pelo IPCA fique próximo do teto da meta neste ano, em 6,3% e acima do centro da meta no próximo ano, em 5,3%.  Já a taxa de câmbio deve oscilar entre 1,70 e 1,75 reais para o mês de Nov/11.
O resultado fiscal do governo segue caminhando rumo ao seu objetivo deste ano, sem gerar grandes preocupações. O superávit primário do setor público consolidado acumulado nos três primeiros trimestres já atingiu 81,8% da meta de forma que o governo já pode estar bastante próximo de cumprir a meta do ano, faltando dois meses para o término do exercício.
De acordo com os informativos de Set/11 do Banco Central, apesar do ambiente de aversão ao risco, as perspectivas positivas em relação ao desempenho da economia brasileira continuam atraindo capitais externos em volume superior à necessidade de financiamento das transações correntes, viabilizando a elevação das reservas internacionais.
Desse modo, a economia nacional pode sofrer diversos impactos dependendo dos desdobramentos da crise internacional e da resposta do governo as dificuldades apresentadas.

Fonte: Relatório mensal do Banco Votorantim, produzido pelos Economistas em novembro/11.

Por: Erci do Nascimento

Reflexões sobre cidadania em Gramsci

O conceito de cidadania segundo Gramsci, vem sendo utilizado nas políticas educacionais, sem haver uma explicação de seu entendimento, generalizando uma grande divergência nos significados, podendo gerar confusões e contradições.

Para entendermos o significado de cidadania é necessário antes de tudo nos apropriarmos de como Antônio Gramsci pensava, isto é, qual era sua concepção com relação ao trabalho, as classes sociais, as formas de dominação e do sistema capitalista.

Sabemos que ele defendia que os oprimidos precisam tomar consciência e em seguida libertarem-se das forças que os oprimem, logo a definição mais próxima do entendimento de cidadania, baseia-se no conceito de hegemonia de Gramsci.

Gramsci seguiu as ideias de Marx e Engels, com respeito a hegemonia na sociedade civil e transformou no tema central de sua explicação sobre o funcionamento do sistema capitalista.
Sendo assim, hegemonia para Gramsci, significa a predominância ideológica de valores, normas de condução da vida político-cultural de uma classe dominante, a burguesia, sobre outra subordinada, os trabalhadores. Para Gramsci a sociedade civil é também importante no processo de superestrutura, sendo atores ativos e positivos no desenvolvimento histórico ou no conjunto das relações culturais e ideológicas, da vida intelectual, espiritual e a expressão política. Portanto, o cidadão não pode ser aquele que simplesmente conhece seus direitos e deveres e vê-los de forma passiva sem participar como sujeitos, na elaboração dos mesmos.

Nesse sentido, a educação tem que contribuir de forma eficaz, formando sujeitos com capacidade de atuar criticamente na sociedade e nos grupos sociais, pois segundo Gramsci, cada grupo possui seu ”intelectual orgânico”, que nada mais é do que aquele cidadão que promove uma tomada de consciência coletiva e que segundo ele, a classe operária é que deveria comandar a mudança social, tendo seus próprios intelectuais. Para ele, é necessário que o intelectual e a escola, possam desenvolver uma consciência crítica em seus alunos, para que todos se conheçam e reconheçam seu valor histórico, como indivíduos na sociedade.

Sendo essa escola responsável por formar cidadãos críticos, logo a maior parte da sociedade sairia do senso comum, pois a crítica nos possibilita emitir opinião e apresentar o fundamento e o senso comum é tão somente a repetição do que está posto sem criticidade. Então, quando Gramsci diz que a tendência democrática da escola não pode consistir apenas em que um operário manual se torne qualificado, mas em que cada cidadão possa se tornar governante é que não podemos aceitar uma educação mecanicista, todos temos condições de desenvolver o intelecto e sermos formadores de opinião e ativos participantes da democracia com consciência.

Por: Vanda, Carlos e M.Cleonice

sábado, 5 de novembro de 2011

Resenha de livro

DE PAULA, Fraulein Vidigal./TARDELLI, Denise D’AUREA. (organizadoras) Violência na escola e da escola: Desafios Contemporâneos à Psicologia da Educação, São Bernardo do Campo – SP: Metodista, 2009, p.25-36.                                
Maria C. Piovezani

ANÁLISE SOCIAL DA VIOLÊNCIA NA ESCOLA

O capítulo 2 da Sessão 1: Sociedade e escola: produção e resistência à violência, os autores Kohatsu, Lineu N. / Dias, Marian A.L., sugerem uma instigante discussão sobre os sentidos que podem ser atribuídos à violência na sala de aula, conjecturando sobre a relevância do encontro com a diferença e o diferente no processo de formação do eu. 
A perda da capacidade de subjetivação faz com que, o encontro com a diferença abandone a visão de possibilidade de experiência para passar a ser visto como ameaça. Assim, a partir de Adorno, citado pelos autores, debatem a questão do preconceito como uma das formas de expressão da violência e, ao mesmo tempo, entendem que a educação deve ser a promoção da auto-reflexão que poderia auxiliar para o impedimento da reprodução da violência.
Nesse sentido, entendem que a escola de hoje tem um papel primordial para a mudança, pois está ligada a sociedade e ela é importante para a problemática na formação do homem. Segundo eles, as atividades e os objetivos propostos pela instituição escolar aos alunos, professores, funcionários e corpo administrativo colaboram para esta evidência na homogeneização e na adequação. A inclusão de regras e atitudes não é em si um prejuízo à formação dos indivíduos. 
Adequar-se aos padrões socialmente que estão, voga com a aprendizagem, no que se refere às formas de pensamento e da linguagem geralmente compartilhadas e é essencial para a expressão e a atuação dos sujeitos. Os autores citam (Crochìk, 2007) explicando que este procedimento de normalização é preciso tanto para a inclusão do sujeito na cultura como para a própria permanência desta e a escola é o melhor local para que este processo se desenvolva. 
Na escola a violência está se agravando. Não existe mais respeito, nem valores entre os jovens. A relação dos professores e alunos deve ser revista. A educação deve estar presente para acabar com as barbáries. 
Deste modo, mais do que apenas a inclusão das minorias antes excluídas da escola regular, agora o conceito de educação inclusiva aborda também a qualidade da educação para formar inteiramente pessoas reflexivas e críticas. 
Para Adorno, essas diferenças, preconceitos e discriminações acabam trazendo conflitos e desestruturando a sociedade. A educação voltada para a solução desses conflitos seria a melhor forma de acabar com a violência.