EDITORIAL

Bem-Vindos!

Agradecemos a visita ao nosso blog e em latim Nunc Eros significa Educação Agora. Precisamos de mudanças nesta área, vamos pensar juntos e tentar modificar um pouquinho que seja, conscientizando, trocando ideias, se ajudando, criticando, vislumbrando um horizonte de possibilidades na construção e reestruturação do que está posto na sociedade brasileira. Nosso blog tem a intenção de refletir e compartilhar ideias sobre temas importantes relacionados à Pedagogia, analisando de modo a contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. Abordamos questões como, cidadania, inclusão e exclusão, temas transversais e outros. O que poderíamos fazer e como melhorar a prática dos educadores para obtenção de resultados significativos com seus alunos de um modo geral? Esperamos que gostem e aproveitem a viagem ao blog da reflexão e da consciência. Alunos do 4º sem. Pedagogia-UMESP: Carla, Carlos, Dulcineia, Erci, Cleonice, Rosecléia e Vanda.

domingo, 30 de outubro de 2011

Conheçam "A Liga"

Para quem não ouviu falar ainda, e para quem já conhecem e admira o jornalismo investigativo, apresento-lhes, A Liga, um grupo de jornalista investigam o trabalho escravo existente no Brasil, desvelando em pleno séc. XXI o serviço escravo, que deveria ter sido eliminado em 13 de maio de 1888. 
Com  outros aspectos o trabalho escravo infelizmente ainda existe no Brasil e diferente do que muitos pensam, não se encontra necessariamente em regiões isoladas, como interiores interiores de estado ou no nordeste do Brasil, mostrando que nas regiões metropolitanas isto também existe.
No vídeo abaixo podemos entender melhor como tem se dado esta divisão do trabalho escravo em nosso país.




O tipo de serviço empregado a estas pessoas, vai contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que expressa a seguinte intenção no Artigo IV, onde "Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas". 
Em um caso encontrado em outra denuncia recebida pela Liga, uma empresa de roupas, a Zara contrata confecções clandestinas, onde bolivianos eram empregados em condições desumanas, mais detalhada no vídeo abaixo.




De uma forma ou de outra esta empresa promove a Escravidão, fazendo estas pessoas pagarem pela passagem e estadia aqui no Brasil.
É muito interessante o trabalho social, que este grupo de jornalistas vem desenvolvendo, pois eles além de denunciarem, com a ajuda do Ministério do Trabalho, estas formas de emprego, revelam a sociedade o que nos passa desapercebido.


Por Carla Manoela da Silva.
Fonte:
portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm
www.youtube.com/watch?v=SXdxHcJ3o3Y

sábado, 29 de outubro de 2011

Um exemplo de educação social

O Lar Escola O Pequeno Leão é uma entidade filantrópica com sede em São Bernardo do Campo, SP, foi fundada em outubro de 1981 pelo Lions Clube de São Bernardo do Campo, atualmente tornou-se uma instituição independente.
Em visita no dia 18 de março de 2011, entrevistamos a psicóloga Vania Liama Dilaguardia e a professora Karen dos Santos Orlando, que nos reiterou das realidades e a historia do inicio da instituição.    Declarada de Utilidade Publica Federal, Estadual e Municipal, com seus devidos registros no CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social), CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social), já atendeu mais de 800 crianças e adolescentes e atualmente possui cerca de 60 crianças e adolescentes.
      O acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, (violência doméstica ou física, negligencia, abandono entre outros), sendo privados do direito de conviver na família biológica e encaminhados por meio da Vara da Infância e Juventude de São Bernardo do Campo.
O Lar Escola O Pequeno Leão, tem por objetivo atender aos pressupostos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), bem como PNCFC (Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária), garantindo pleno desenvolvimento bio-psico-social e pedagógico, preservando os vínculos familiares de acordo com a determinação judicial, com horários de visitas e autorização conforme os casos, inclusive sendo necessário o sigilo para preservar a segurança da criança por perseguição da família.
Proporcionar a convivência comunitária por meio de integração com contexto local e redes de atendimento, na saúde, lazer, esporte e educação. Essas crianças e adolescentes devem resgatar seus direitos conforme as leis do ECA, que as protege e as reintegrarem à sociedade como sujeitos e cidadãos para a vida.
            Fortalecer o desenvolvimento da autonomia e inclusão dos jovens em programas de qualificação profissional e a inserção no mercado de trabalho para que possam ter sua independência, mesmo porque essas crianças não podem permanecer no Lar Escola após completarem 18 anos de idade. ”A desesperança é negação da esperança. A esperança é uma espécie de ímpeto natural possível e necessária, a desesperança é o abandono desse ímpeto. A esperança é um condimento indispensável à experiência histórica, sem ela não haveria Historia, mas puro determinismo” (Freire, p.72). Já ouvimos muitos dizerem que a esperança é a ultima que morre. A generosidade e a paciência se fazem necessárias para esse processo de educar e edificar construindo o sujeito para a sociedade. 
”A autoridade coerentemente democrática está convicta de que a disciplina verdadeira não existe na estagnação, no silencio dos silenciados, mas no alvoroço dos inquietos, na duvida que instiga, na esperança que desperta".  (Freire p. 93).
Por:  Carlos A.Joaquim


Referência: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
             

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

História de Vida: A importância da EJA na vida dos sujeitos que buscam superação

                                                                                          Apresentamos a história de Maria Cleonice Piovezzani, nossa colega de turma, que dentre tantas pessoas, está  tendo uma experiência de sucesso em sua vida graças a EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Quando Cleonice tinha 17 anos conheceu Elizeu, logo se apaixonaram e resolveram se casar. Eram muito jovens, mas em seguida decidiram assumir os papeis de pai e mãe. Os pais de Elizeu ajudaram a montar a casa, pois a vida não estava fácil, ele trabalhava e ela cuidava da filha Juliana, pois na região onde moravam não havia creche à disposição das famílias,  assim foram vivendo com uma pequena renda e muitas dificuldades.
Frequentemente participava das reuniões que eram realizadas pela sede da comunidade onde vivia. Sempre se interessou e pensava nos temas que eram discutidos nas reuniões.  Ficava questionando-se e um grande desejo de crescer surgiu em seu coração, porém sabia que só o estudo poderia alimentar e concretizar os seus sonhos.
Elizeu apoiou a ideia e passou a cuidar de sua filha à noite, enquanto ela ia estudar. Para Elizeu, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) mudou a vida dela, pois começou a perceber toda a beleza que existe no aprender. Passou a relacionar-se com outras pessoas, a trocar ideias, a compreender a temida matemática, que não era tão feia e difícil assim. O estudo trouxe a esperança de uma vida melhor e isso fez com que percebesse que nas situações de aprendizado e nas trocas estabelecidas, construía conhecimentos da vida para a vida. Aprender foi muito bom, porque lhe possibilitou ver as coisas com outro olhar e passar a criticar outras tantas.
O momento mais especial foi sua formatura, quando provou para seu pai e para ela mesma, que era capaz de aprender e superar certos preconceitos que a cercavam como: “mulher casada não precisa mais ir à aula, vai fazer o que lá?”, ou então “aquela moreninha acha que pode estudar, por que não vai trabalhar de faxineira?” entre tantas outras falas desencorajadoras que ouvia com frequência.
Freire (1987) em sua obra Pedagogia do Oprimido, afirma que a libertação através da educação só é válida se for um esforço coletivo: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.
As mediações estabelecidas entre professor (a) e alunos (as) lhe garantirão a condição de ser sujeito, de refletir sobre sua condição de ser e estar no mundo num processo de troca, crescimento e conhecimento. E assim, o referido autor complementa que: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. (1981, p. 79).
Cléo, como os amigos a chamam, foi muito dedicada, ficava aos sábados das oito da manhã até às cinco da tarde estudando e no concurso que prestou na Universidade Metodista, através da Educafro (Educação para Afrodescendentes e carentes) conseguiu ser aprovada no vestibular.
Hoje cursa a faculdade de Pedagogia, sempre alegre, é exemplo para sua filha de doze anos, motivando-a a estudar e nunca desistir dos sonhos que possui. Sua vida é modesta, mas bem melhor que antes, é digna, pois quando acreditou em si, buscou algo melhor, não só para ela, mas para os outros também. Sua filha cresce cercada de referências que lhe permitirão fazer escolhas ao longo de seu crescimento e desenvolvimento.
No caso da Cléo podemos afirmar que a EJA foi muito importante e ela pôde seguir em frente com seus estudos, porém nem sempre é o que acontece. Existem muitas dificuldades e preconceitos nesse contexto escolar, como educadores (as) despreparados para lidar com o mundo adulto, que precisa sim, iniciar seus estudos alfabetizando-se, mas que já possuem uma bagagem de vida e experiências que não podem ser desconsideradas. Não podemos alfabetizá-los com conteúdos que não tenham um significado prático em suas vidas. Temos que buscar situações de aprendizagem concretas a partir do contexto de vida dessas pessoas, para que tenha um significado importante de mudanças já nos primeiros momentos da aprendizagem, pois eles (as) também têm uma expectativa grande para o momento de libertação, que é a alfabetização e o conhecimento.
Por outro lado, os (as) professores (as) são mal remunerados, com péssimas condições de trabalho, muitos são desmotivados e despreparados e não escolheram trabalhar com esses adultos, simplesmente foram direcionados para a EJA e ponto. 
Um bom preparo, conversas e esclarecimentos podem fazer com que esses (as) professores (as) desejem trabalhar na EJA, pois são fundamentais para um bom desempenho e resultados, somente tratando seus alunos (as) com respeito é que farão com que tenham sua autoestima elevada, facilitando as relações na sala de aula, diminuindo a evasão e os conflito.                                                                                                                
Referência: FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981.
Por Maria C. Piovezzani

Cordel - Uma escola possível

Uma escola inclusiva
Precisamos promover
Cidadãos estão com fome
Fome de conhecer
Esta escola é possível
Devemos reconhecer

As pessoas analfabetas
Têm vergonha de não saber
Também ler e escrever,
Elas querem aprender
Fará-lhes um bem imenso
O mundo perceber

Poder tomar o ônibus
Ler até mesmo uma placa
Uma bula de remédio
A leitura faz muita falta
Não tiveram oportunidade
Vontade só não basta

Nessa escola é preciso
Combater o preconceito
Incluir o analfabeto
O indígena e o negro
Essa escola é possível
Se incluirmos com respeito

A EJA tem o poder
Primeiro de transformar
A vida de muita gente
Ela pode melhorar
Ensinando a ler e escrever
E assim alfabetizar

Muitas experiências terão
Valorizando esses seres
Vivencias em várias áreas
Trocando ideias e saberes
Somando o que já sabem
Aumentando seus poderes

 A escola inclusiva pode
Incluir todos os silenciados
Os ofendidos da história
E até os renegados
Sanando uma dívida histórica
De pobres e condenados

E todos que foram calados
Sentir-se-ão abraçados
Das algemas da exclusão
Finalmente libertados
Para criticar e opinar
Se algo estiver errado

É assim que se faz uma escola
Que quer de fato um cidadão
Ela o ensina e o engrandece
Autoestima alcançarão
Fazendo parte da história
E a EJA na educação!

Autora:  Vanda Zanetti

Um desejo de mudança

Podemos considerar o capitalismo como uma grande doença instalada no mundo desde a revolução industrial, onde quanto mais se produz, mais se quer produzir e consumir. Aos grandes empresários cabe o desejo de que quanto mais ganham, mais querem ganhar e quem sai perdendo é o povo, as grandes massas, que servem para dar lucro para os grandes capitalistas, porque além de produzirem em grande escala, como se fossem máquinas programadas, quando vão consumir algo, tem que pagar muito e se endividarem para obterem um pouco de conforto.
A economia solidária tem uma perspectiva de mudança significante na vida das pessoas contra o capitalismo.
A partir da educação, com uma gestão democrática, a relação professor-aluno horizontal e no currículo escolar trabalhar o conhecimento para atingir resultados, poderemos dar um salto em busca dessa economia solidária, fazendo com que a competição no mercado de trabalho que gerou tanta miséria no mundo, seja substituída por cooperação e solidariedade.

Por Erci do Nascimento

Zé Ramalho - Admirável Gado novo - de Arnaldo Reis


Nesta música, a arte usa a sua linguagem para críticas contra as práticas de alienação em massa e serve como denúncia mediante análise social, em que seus conceitos de infraestrutura (sistemas econômico e de relações de produção da sociedade) e de superestrutura que é denominada pela legitimação da supremacia da classe dominante. Segundo Marx a arte literária em geral se enquadrava na superestrutura, porém não estava presa a ideologia dominante, podendo assim utilizar-se dela para essas denúncias e críticas.
A letra, infelizmente é tão atual, quanto às injustiças sociais no mundo em que vivemos, e desde os tempos da ditadura, pois tendo sido composta ao final dos anos 70, o que Zé Ramalho denuncia fortemente, lembra uma análise social do Marxismo, pois de acordo com Marx, o aspecto material da sociedade condiciona o social, o político e, o que mais nos interessa, o intelectual e artístico em geral, ou seja, as relações sociais de uma forma geral dependem necessariamente das relações de produção.
Podemos dizer que a música apresenta diversos aspectos do pensamento de Marx sobre a sociedade capitalista tais como a luta de classes, a exploração do homem pelo homem, a alienação e a religião, sem contar que a melodia toca profundamente o nosso coração, não dá para explicar o que se sente ao ouví-la, é bom demais.
O compositor nordestino, que coloca muito de sua experiência de vida em suas canções, é considerado um poeta profundo e Um Visionário do século XX, título do livro escrito por Luciane Alves, em homenagem ao cantor e compositor.
Por Vanda Zanetti    
                                 “A teoria materialista da história nega que a arte por
                                  si só possa mudar o curso da história, mas insiste em
                                  que ela pode constituir um elemento ativo dessa
                                  mudança”.                                    
                                                                              Terry Egleaton

Não existe trabalho escravo no Brasil?

Infelizmente, existe. A assinatura da Lei Áurea, em 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, pondo fim à necessidade de possuir legalmente um escravo. Contudo, ainda existem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.
Na época da escravidão, ter um escravo era normal e legalizado. A diferença é que manter um escravo naquela época era muito mais vantajoso, porque além das leis que favoreciam os senhores de engenho, era muito mais barato. As fortunas dos senhores de engenhos eram calculadas pela quantidade de escravos que possuíam. Hoje, o custo é quase zero, paga-se apenas o transporte e, no máximo, a dívida que o sujeito tinha em algum comércio ou hotel. Se o trabalhador fica doente, ele é largado na estrada mais próxima e se alicia outra pessoa. Com a impunidade do crime criam condições para que perdurem práticas de escravização, transformando o trabalhador em mero objeto descartável.
Na escravidão atual, não faz diferença se a pessoa é negra, amarela ou branca, sem distinção de cor ou credo. Porém, tanto na escravidão da época do imperialismo como na do Brasil de hoje, mantém-se a ordem por meio de ameaças, terror psicológico, coerção física, punições e assassinatos.
O artigo 149 do Código Penal (que trata do crime do trabalho escravo) existe desde o início do século passado. A legislação trabalhista aplicada no meio rural é da década de 70 (lei n.º 5.889). Portanto, uma série de acordos e convenções internacionais trata da escravidão atual. Por exemplo, as convenções internacionais de 1926 e a de 1956, que proíbem a servidão por dívida, entraram em vigor no Brasil em 1966. Essas convenções estão incorporadas à legislação nacional.
De acordo com o Relatório Global da OIT de 2001, as diversas modalidades de trabalho forçado no mundo têm sempre em comum duas características: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil, o trabalhador fica preso a uma dívida, tem seus documentos retidos, é levado a um local isolado geograficamente que impede o seu retorno para casa ou não pode sair de lá, impedido por seguranças armados.
Como se vê, o conceito de trabalho escravo é universal e o conceito legal é mais do que claro. Todo mundo sabe o que é escravidão.


Por: Rosecleia Santana Oliveira

Fontes: jornal do repórter Record, novembro de 2010.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Demonstração da forma de trabalhar segundo o Fordismo

Este vídeo se trata de um trecho do último filme de Charles Chaplin "Tempos Modernos", estreado no ano de 1936, relata a situação da sociedade nos anos 30 após a crise de 1929 nos Estados Unidos, sociedade esta que se encontrava totalmente fragmentada com muitas pessoas desempregadas e com um alto índice de fome.
O ator no papel de Carlitos demonstra neste vídeo, em forma de comédia, a função exercida pelos operários nas indústrias que seguem o conceito do Fordismo e do Taylorismo.
Observação: Outros trechos disponíveis no www.youtube.com.br
Fonte:  http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ 

Por Carla Manoela da Silva

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cidadania

 Falar em cidadania requer uma série de entendimentos prévios, porque sendo a cidadania um processo coletivo, é preciso acompanhar o desenvolvimento da evolução da sociedade e antes de tudo é preciso educar o cidadão em sua individualidade para que ele tenha compreensão do coletivo.
Como cidadãos, temos direitos e deveres, porém esses direitos só se ampliam se tivermos o reconhecimento de que a luta tem que ser coletiva.
Com a educação é possível tornar o cidadão consciente, pois a consciência nasce dos embates da vida, das experiências, das trocas, ela vai acontecendo aos poucos, pois a ação libertadora que esse ato implica em  retirar o sujeito da alienação, o faz pensar por si próprio.  A educação não pode ser uma doutrina ou adestramento e é essa a educação que os dominadores querem, que o sujeito aceite a condição de dominado e acate tudo que lhe for imposto.
E como fazer para que o cidadão tenha uma educação que construa em si uma consciência crítica se o que vemos é uma sociedade que ao invés de educar, treina os sujeitos pelos os mais diversos motivos e para determinados objetivos?
A resposta é simples para uma pergunta complexa, precisamos de mudanças e toda mudança gera crise.

Por:  Vanda Zanetti

"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda".
                                                                                               Paulo Freire

Quem foi Milton Santos

Milton Almeida dos Santos, Nasceu em Brotas de Macaúbas, BA, em 3 de maio de 1926 e faleceu aos 75 anos, em São Paulo em 24 de junho de 2001, foi um geógrafo brasileiro, tendo se destacado por seus trabalhos na área da geografia, mais precisamente em estudos de urbanização do terceiro mundo, e foi também um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil na década de 70.
Foi professor de matemática, geografia, falava francês, tendo seu doutorado concluído em 1958, na Universidade de Strasburgo, na fronteira da França com a Alemanha.
Após o golpe de 1964, foi perseguido pelos órgãos de repressão militar e após cumprir seis meses de prisão domiciliar, conseguiu ser exilado, isso devido ao fato de sempre estar envolvido com os partidos de esquerda.
Isso lhe valeu um conhecimento de mundo muito importante e quando voltou ao Brasil em 1976, houve contatos para a sua contratação pela universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, Milton tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia (USA), trabalhou como Consultor de Planejamento do Estado de São Paulo e na Emplasa. Esse peregrinar lhe custou muito, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armem Mamigoniam, Maria do Carmo Galvão, Bertha Becker e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, Milton tinha um grande papel nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa em Geografia no Brasil. Ganhou muitos prêmios de reconhecimento, embora não fosse muito conhecido no Brasil, mas fora do país, tendo recebido em 1994 o Prêmio Vautrin Lud (conferido por universidades de 50 países). Uma de suas principais obras é o livro O espaço dividido de 1979, considerado nos dias de hoje um clássico mundial, onde fala de uma teoria sobre o desenvolvimento urbano nos países subdesenvolvidos.
Tinha também muitas idéias e críticas sobre a globalização, mesmo antes de esse conceito correr o mundo, ele alertava para o fim da cultura e da produção original do conhecimento, esses conceitos depois foram desenvolvidos por outros.
Por uma outra globalização, é um livro escrito dois anos antes dele morrer e traz uma idéia crítica sobre o processo perverso de globalização atual na lógica do capitalismo, apresentado como um pensamento único. Em sua visão, o consumo se transforma em ideologia de vida, fazendo de cidadãos meros consumidores, massificando e padronizando a cultura e concentrando a riqueza nas mãos de poucos. 
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por Vanda Zanetti

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Milton Santos - Globalização




Entende-se por Globalização, o processo econômico e social que estabelece uma ligação entre os países e as pessoas de todo o mundo. As pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham uma diversidade de culturas por todo o planeta.
As relações culturais e econômicas ficam facilitadas com estreitamento e rapidez com que acontecem, pois essa aldeia global permite que as distâncias fiquem mais curtas, rápidas e eficientes.
A analise social que Milton Santos faz nesta série de 9 vídeos sobre a globalização, mostra a crueldade que os países capitalistas fazem, como o desrespeito à dignidade humana.
A OMC (Organização Mundial do Comércio), ditando as regras, visando os interesses dos países ricos em detrimento de outros, gerando a falência de empresas, falta de trabalho em alguns países ou exploração do trabalho em outros, aumento de impostos, privatizações de empresas públicas, protecionismo econômico, desburocratização do estado, aumento de produção, etc.
Essas idéias políticas e econômicas capitalistas que defendem a não participação do estado na economia, chama-se neoliberalismo, cujas normas são a liberdade de comércio (livre mercado), pois assim garantem crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.

Por: Vanda Zanetti